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Minha gravidez – Um sonho se realizando…(parte1)

30 out

É com muita alegria que inicio hoje esse post sobre o “diário da minha gravidez”. EBAAAAA 🙂. Vou compartilhar todas as etapas (os momentos gostosos e os desafios também).

Marinheira de primeira viagem, não tenho muiiiiita experiência no assunto (ou melhor quase nada mesmo rs). Mas pelo o que já passei, quero compartilhar #DICASPRECIOSAS com as mamães inexperientes e as que ainda sonham em ser mamães também… E vocês que já são expert no assunto, por favor me ajudem, compartilhem (através dos comentários) suas experiências, receitas bem sucedidas, os micos, TUDOOOOOO* sobre essa etapa tão especial e importante na vida de nós mulheres :).

O INÍCIO DE TUDO

Casei com 28 anos (dia 17/09/2010*Inesquecível esse dia*), e em NOVEMBRO de 2011 engravidei 🙂 Que momento mágico (foi tudo planejado, no segundo mês de tentativa já consegui engravidar, foi super rápido). Assim que atrasou a “regra”, no segundo dia de atraso, fiz o teste de farmácia e deu negativo, mas não satisfeita, repeti o teste alguns dias depois e deu positivo, mas estava muito fraco a cor da fitinha que fiquei na dúvida…Já providenciei logo o exame de sangue… Super ansiosa (como eu já sabia que o resultado saía primeiro na internet, fui xeretar a noite mesmo), vi o resultado mas não entendi nadinha, pois não veio como positivo-negativo, ou reagente-não reagente, só veio números… Liguei para a minha amiga Carol (enfermeira) que me deu a maravilhosa notíciaaa: GRAVIDÍSSIMA 🙂 UHUUUUUUU!!!

Fui correndo e fiz uma montagem no computador, e colei no espelho do banheiro junto com o exame de sangue, para fazer surpresa para o meu esposo quando chegasse do serviço.

Quando ele chegou (já tinha preparado o jantar) e estava lavando a louça disfarçando ao máximo para não dar risada (vocês não imaginam o tamanho do esforço… hehehe). Ele andava na casa toda e não entrava no banheiro NUNCAAAA kkkkk. Até que ele entrou… E só ouvi um berro, ele chorou de emoção, nos abraçamos … Choramos juntos e foi uma correria louca para ligar para os familiares e amigos (isso não tem preço!!!).

A notícia foi tão intensa quanto foram os dias seguintes… Durante a noite do dia 12/11 sangrei um pouquinho (e não era borra, era sangue vermelho mesmo, só que pouco) e já fiquei super preocupada. Fui no mercado com meu esposo e todos notavam minha cara de depressão…Voltei pra casa deitei um pouco, fiz umas ligações e meu esposo me levou para o hospital do meu convênio de P.G mesmo. Lá passei por um médico que disse que era normal sangrar um pouco e se continuasse no dia seguinte, era para eu voltar; só me pediu um exame de urina, pois disse que minha dor na lombar podia ser infecção de urina. Logo após a consulta, minha cunhada Alê chegou com seu esposo e fomos nós 4 para o hospital em Santos atrás de um ginecologista de plantão…Lá o médico fez o exame de toque e disse que o cólo do útero estava fechadinho e que eu ainda não havia perdido o bebê, me passou uma medicação (Ultrogestan) e me deu a guia pra fazer um transvaginal de urgência. Entreguei a guia na recepção e fomos super mal atendidos (emoção a flor da pele, aff) , tínhamos que esperar pois não ficava nenhum médico de plantão para fazer ultrasson (mas acabaram achando uma médica no prédio depois). Fui fazer o exame, que mais parecia um filme de terror, nunca um transvaginal doeu tanto (lógico estava super sensível, tanto o corpo quanto a alma) e pra piorar a médica não tinha um pingo de sensibilidade…Primeiro ficou reclamando para a assistente dela, dizendo que não era o dia de trabalho dela, e que não era certo ela atender uma paciente de outra cidade (estava falando de outra paciente que estava para chegar), fora essa falta de ética, na hora do exame começou a falar em um tom grosseiro, dizendo que não estava vendo nada, dizendo que o meu Endométrio estava inchado, ou seja que o corpo estava mostrando que eu estava realmente grávida, mas que não dava para ver feto algum… Que o feto poderia estar em alguma das trompas, ou poderia ser alguma doença do Endométrio…

(Pausa… Difícil conter a emoção).

Saí  da sala de ultrasson arrasada, um assistente me levou de cadeira de rodas (meu esposo estava junto) para o outro lado do hospital para passar pelo médico…Ficamos esperando mais de meia hora quando fui atendida por uma médica super boazinha que disse que estava no lugar errado, dizendo que era para eu passar na urgência  no lado oposto do hospital (é mole?!).

Fui para o atendimento de urgência (agora na sala certa) e o médico que me atendeu me deu um pouco de esperança… Disse que pelo pouco tempo de gestação que eu estava não daria mesmo para ver nada no transvaginal, que podia ser normal o sangramento, pois o feto estava cavando um lugarzinho pra se instalar no útero. E o último conselho foi o pior, essas são suas palavras: “Sai, vai passear, se distrai, aproveita o final de semana, porque ficar triste só atrapalha…O emocional conta muito (quem nessas condições, sangrando e com dor vai ter pique pra sair? AFF!). E disse mais: ” Você ainda não perdeu, você  vai saber que perdeu quando sair uma bolotinha” (ai que horror!).

Cheguei em casa às 14h do Domingo, com uma cólica horrível (que o Buscopan parecia água), fiquei me retorcendo na cama com minha mãe fazendo massagem nas minhas pernas, meu pai de um lado pro outro da casa nervoso, e meu esposo fazendo carinho nas minhas costas…

As horas foram passando e a dor só aumentando… Ficou tarde, meus pais foram embora (mas ficariam a noite toda se eu quisesse). Meu esposo sempre do meu lado fazendo massagem e sofrendo comigo… Não consegui pegar no sono devido a dor intensa (já era 1h da madrugada), fui no banheiro, e infelizmente saiu a “bolotinha” (como disse o médico, que termo mais horrível), chamei meu esposo (Pausa…segurando a emoção, choro só de lembrar) e mostrei pra ele…Pude ver no seu rosto a esperança se desmanchando ali… Com certeza tivemos a pior sensação do mundo… Um sentimento de dor tão grande, desespero, lágrimas e mais lágrimas…

No dia seguinte, maratona de médico em Praia Grande e em Santos, dessa vez só passei em médicos super atenciosos e dedicados que me explicaram sobre o aborto expontâneo que eu tive (o que é muito comum acontecer… Provavelmente por alguma má formação do feto, que o próprio corpo sábio já expulsou). Fiquei de castigo por 4 meses sem poder tentar engravidar, para o corpo se recuperar (os meses mais longos da minha vida). Só pude começar a tentar em abril de 2012 (nesse mês foi a maior preparação…Fiz de tudo kkk 🙂 Contei os dias férteis etc…), mas devido a ansiedade, em Maio chegou a atrasar bastante a regra, mas foi alarme falso (fiquei super frustada). Fiquei tão chateada que resolvi não tentar mais e me focar em qualquer coisa menos nisso….

Daí em junho tive uma maravilhosa notíciaaaa… Só no próximo post hehehe 😉

#DICAS PRECIOSAS# DO APRENDIZADO QUE EU TIVE:

  • Essa dor de “perda” é tão grande, tão forte e parece não passar, mas passa sim!
  • O aborto espontâneo é mais comum do que a gente imagina, e não quer dizer que você tenha um problema grave de saúde;
  • É importantíssimo depois de um aborto fazer a pausa para o corpo se recuperar;
  • Quando eu casei não queria saber de filhos no primeiro ano de jeito nenhum, depois planejei exatamente quando achei que era o momento certo pra mim…Embora pensamos que sabemos o momento certo pra tudo, não sabemos, mas o Pai Celestial sabe, nos conforta, nos guia e nos dá força e sabedoria.

*Tem um site muito bom que eu me cadastrei que explica direitinho sobre aborto expontâneo e dá outras dicas para as mamães e futuras mamães…Vale a pena ler:

http://brasil.babycenter.com/pregnancy/perdas/aborto-espontaneo/